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Entrevista com Pedro Bastos (Associação de Ginástica de Vila Real)

“É necessário que a ginástica se mostre e se promova”

Com cerca de 22 anos de actividade, a Associação de Ginástica de Vila Real (AGVR) é já uma referência no que toca a esta modalidade na região. O NVR falou com Pedro Bastos, presidente da associação, que realçou as potencialidades mas também as dificuldades da ginástica no distrito de Vila Real.

Qual o ano de fundação da associação?
A Associação de Ginástica de Vila Real teve a sua génese em 1988. Numa altura em que não existia ginástica de competição em Vila Real, a AGVR veio proporcionar aos praticantes da altura o acesso a provas de cariz distrital, regional e nacional.
Conta à data com 22 anos de existência, uma idade jovem, mas que para uma associação de um desporto menos mediatizado e numa região do interior é um feito impressionante fruto do trabalho de muitos dirigentes que por cá foram passando a quem a AGVR e eu pessoalmente estamos muito agradecidos.
Ao longo de duas décadas houve tempos melhores e outros menos bons, o que se afere pelo número de ginastas e de clubes filiados na AGVR, mas estamos, neste momento, numa fase francamente boa de crescimento e expansão.

Quais as modalidades praticadas?
A AGVR está sob a égide de duas Federações: a Federação Portuguesa de Trampolins e Desportos Acrobáticos, que engloba as modalidades de Trampolins (Mini-Trampolim; Duplo-Mini Trampolim e Trampolim, vulgo cama elástica), Tumbling e ginástica Acrobática. Também a Federação de Ginástica de Portugal, que engloba as modalidades de ginástica artística, ginástica rítmica, ginástica aeróbica, ginástica para todos e fitness.
A prática destas modalidades está sempre dependente dos clubes que podem, numa ou noutra altura, decidir apostar mais numa ou noutra. No nosso distrito o forte é a modalidade de Trampolins que possui o seu epicentro em Vila Real, onde residem os únicos dois clubes a praticar a modalidade a nível competitivo. Claro está que para a prática de certas modalidades é necessário estruturas que por vezes os clubes não possuem, embora tendo técnicos qualificados para as mesmas, o que dificulta o crescimento e a explosão de modalidades que potenciam o aparecimento de mais praticantes. No entanto, a AGVR tenta também promover todas as outras modalidades, ainda que sem grande expressão no nosso distrito.

Quantos praticantes e treinadores possui?
Nos últimos dois anos temos dedicado os nossos esforços à disseminação da prática gímnica, e, em virtude disso, conseguimos passar de dois para cinco clubes e de 22 ginastas filiados para os 130, o que são números consideráveis. Obviamente que esta realidade não acontece sem a presença de treinadores nos vários locais onde surgiram estes clubes, e essa também é uma preocupação da AGVR. Passamos de quatro para oito treinadores filiados, promovendo juntamente com os nossos associados, os cursos de treinadores organizados pelas federações.

Quais os clubes abrangidos pela associação?
A AGVR começou com cariz distrital estando estatutariamente consignada aos clubes que surgissem no nosso distrito. No entanto, existem distritos contíguos, como Viseu e Bragança que não possuem associação.
Assim, procedemos à alteração estatutária, com o aval das Federações, para alargar o nosso âmbito. Hoje em dia, para além dos clubes do nosso distrito (GCVR e AAUTAD) contamos já com um clube de Lamego e dois de Viseu.

Quais as infra-estruturas que a ginástica possui no concelho?
De momento as infra-estruturas que a ginástica possui são as que os clubes disponibilizam, ou seja, são estruturas preparadas sobretudo para multi-desportos e não especificamente para a ginástica. Uma das problemáticas mais sérias que a ginástica atravessa neste momento é o facto de não existir um local específico de treino. A ginástica possui equipamentos que pelo seu volume e peso se tornam quase insustentáveis de serem preparados todos os dias para treinar, não obstante, o desgaste que isso provoca no material.
Apesar da ginástica estar presente há mais de duas décadas no concelho e ser o principal motor de promoção em todo o nordeste transmontano, ainda não dispõe de um espaço próprio permanentemente equipado, que poderia ser municipal, sendo assim utilizado pelos vários clubes do concelho que poderiam contribuir com material e com a gestão das instalações. Pois, a aposta num determinado desporto passa inevitavelmente pelos órgãos municipais.
A construção/instalação de um edifício isoladamente fica muito aquém das expectativas desportivas para o futuro, mormente quando este se encontra rodeado de rodovias que inviabilizam o seu crescimento, daí que o desejável fosse a construção de um complexo desportivo que albergasse vários desportos, à luz do que tem sido feito noutros municípios.

Quais os projectos para o futuro, tendo em conta a nova lei de bases do desporto?
O Decreto-lei 248-B/2008, de 31 de Dezembro, em consonância com a Lei de Bases do Desporto veio proceder a alterações no que se refere sobretudo à organização das Federações desportivas, no entanto, veio também obrigar à alteração dos mandatos dos titulares dos órgãos dirigentes para quatro anos. No início do nosso mandato na Associação de Ginástica, o projecto apresentado foi para dois anos, prolongando-se agora até 2012. É claro que a mesma estrutura dirigente ao longo de um ciclo olímpico permite mais estabilidade e um planeamento de projectos a longo prazo, o que a dois anos se torna praticamente impossível. Por isso, a nossa pretensão é continuar a crescer em número de ginastas, clubes e em actividades promovidas; alargando o âmbito da AGVR a outros distritos, tornando a competição no norte mais forte e despertando a consciência gímnica na sociedade civil. No entanto, posso avançar em primeira-mão que a aposta com o alargamento do mandato será realizar uma prova internacional de Trampolins no nosso concelho.

A nível nacional e local, qual a projecção actual da ginástica?
A ginástica tem uma grande importância como desporto de formação base. O trabalho das associações e dos clubes tem levado mais crianças à prática da ginástica e contamos a nível nacional com um número bastante elevado nos escalões de menor idade. Nos escalões de formação a nível nacional ainda estamos bastante medianos, no reverso da medalha, o escalão elite (composto pelos ginastas da selecção nacional) tem obtido excelentes resultados internacionais, que conta já com vários títulos europeus e um título mundial obtido o ano passado, mas a ginástica não se pratica com bola e a sua espectacularidade não é proporcional à sua projecção. É necessário que a ginástica se mostre e se promova, e é também fundamental que os media se interessem mais pelos desportos menos mediáticos.

Quais os apoios que possuem e se são ou não suficientes?
Os apoios que a AGVR recebe são maioritariamente das dotações provenientes das federações. Neste momento estamos em conversações com a Câmara de Vila Real para a elaboração de um contrato-programa de apoio e promoção às actividades gímnicas como acontece com as outras associações desportivas do concelho. Por mais simples que um projecto seja a sua concretização só é viável se houver financiamento. Neste momento de expansão e crescimento em que queremos fazer mais e melhor esperamos que as federações e o Município de Vila Real tenham a sensibilidade de reconhecer o esforço. Pois só poderemos crescer mais se todas as entidades colaborem na promoção e dinamização da ginástica, é isto que nós esperamos delas, trabalho é o que podem esperar de nós.

(www.noticiasdevilareal.com)
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Entrevista com José Varela, vice-presidente do Conselho de Arbitragem: Os árbitros da AFVR são ambiciosos

Ser árbitro é, nos dias que correm, praticamente uma “ocupação de risco”. Não é considerada uma verdadeira profissão – apesar de já se estar a trabalhar nesse sentido – e, em alguns escalões, as compensações monetárias não chegam para compensar todas as contrariedades desta actividade.

Para desmistificar algumas questões ligadas à arbitragem, a RCA falou com José Varela, vice-presidente do Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Vila Real (AFVR) que falou das motivações, adversidades e perspectivas dos árbitros desta associação que conta com 29 profissionais.

Quais são, concretamente, as funções do Conselho de Arbitragem (CA)?
Ao contrário do que se pensa, o CA não se limita a nomear árbitros fim-de-semana após fim-de-semana, é muito mais do que isso. Tal acontecia há alguns anos atrás quando os árbitros eram considerados meros “apitadores”, desde então muita coisa mudou. Em cooperação com outros órgãos, nomeadamente com os núcleos de árbitros existentes no distrito, a saber, Núcleo “Henrique Silva”, de Vila Real, Núcleo da Régua e o mais recente, Núcleo do Alto Tâmega. Trabalhamos de forma autónoma, dentro da AFVR, e somos responsáveis, para além de nomear os árbitros, por escolher os profissionais passíveis a subir de divisão, acompanhando todo esse processo, assim como prestar todo o apoio logístico em torno da sua actividade.

Quais são os árbitros candidatos à subida de divisão e quais os critérios usados nesta selecção?
Todos os anos são indicados quatro, sendo que um entretanto já foi excluído um dessa lista. O juiz Fernando Pinto não faz mais parte dessa selecção e o Alexandre Pires, o André Santos e o João Santos são os nomes dos árbitros que ainda podem subir. Para se chegar a um consenso, os quatro árbitros são sujeitos a três provas ao longo do ano. Uma prova escrita, outra física e a última é subjectiva, ou seja, depende da avaliação dos observadores do CA realizada durante a época. Tudo de forma totalmente transparente. No caso do ano passado, todos os árbitros nomeados no início da época ficaram pelo caminho, o que levou à escolha unânime de Nuno Cabral, um nome que não tinha sido apontado inicialmente.

No ano passado foram muitos os árbitros que desceram de divisão, qual foi a razão principal para esta despromoção em massa?
A avaliação dos árbitros, depois de subirem, está a cargo da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), contudo, não foi apenas o desempenho que pesou nestas descidas. Foram reduzidos os quadros nacionais de arbitragem, por isso, foram mais árbitros despromovidos. De referir, ainda, que foi a primeira vez que houve descidas (4) desde os que chegamos ao CA, ou seja, há quatro anos.

Em relação às nomeações semanais, quais são os critérios a ter em conta pelo CA?
São vários. Primeiro, o grau de dificuldade do jogo, que se vai acentuando à medida que o campeonato avança, mas, sabemos que há jogos que merecem mais atenção e para isso terão de ser nomeados os juízes mais cotados. Depois também é tida em conta a localização dos jogos. Sabemos que não é aconselhável colocar árbitros de Vila Real a dirigir encontros de equipas vila-realenses, mas se o jogo for em Chaves não há necessidade em apontar um membro do Núcleo da Régua. É nesse sentido que trabalhamos. Não nomeamos, também, na medida do possível, um árbitro duas vezes seguidas num jogo com um determinado clube e, por fim, tentamos que os vetos aos clubes e aos árbitros sejam respeitados. Não fazemos disso “tábua rasa”, uma vez que, qualquer dia, os clubes escolhem os árbitros e não é isso que queremos. São muitos critérios para conjugar o que, naturalmente, nos condicionam bastante.

Os árbitros, através do seu desempenho, são muitas vezes sujeitos a ambientes adversos. Noutras ocasiões, são eles próprios que acabam por espalhar a polémica. Falo de um caso concreto, Francisco Vicente, que no final do encontro entre o Pedras Salgadas e o Vila Real prestou algumas declarações à comunicação social. Como viu este episódio?
Normalmente, os árbitros estão desaconselhados a prestar declarações, principalmente no pós-jogo, onde tudo ainda é muito recente. Neste caso, o Francisco Vicente, por se sentir injustiçado pela interpretação que causou, sentiu necessidade de se esclarecer, algo que não foi bem visto. Não considero que fez mal, mas, por vezes, entendo que seria interessante, para bem da verdade desportivo, o árbitro dialogar e explicar algumas situações que levam ao descontentamento generalizado. Contudo, por uma questão ética, tal não acontece.

Considera justo o valor dos prémios que os árbitros recebem, tendo em conta todas as coisas a que estão sujeitos?
Justo nunca é, mas é o possível. O valor é estipulado a cada época e varia consoante os jogos realizados, seja de escolas, infantis, iniciados, juvenis, juniores, até seniores. Da Divisão de Honra para a 1ª distrital não há qualquer diferença salarial. Porém, estas quantias não atraem ninguém para a arbitragem, é apenas um incentivo para que não se desmotivem e não terem quaisquer custos com esta actividade. A ambição de muito é chegar aos nacionais, e aí sim, os valores são outros.

Para terminar, qual é a actual situação dos árbitros da região em termos de formação e condições de trabalho?
Cada vez é mais difícil angariar novos árbitros. O árbitro é visto como o “mau da fita” e o mérito sobra sempre para os jogadores e treinadores. é sempre difícil mobilizar árbitros. Todavia, os núcleos fazem um trabalho exemplar nesse aspecto, têm promovido cursos de Futsal e Futebol o que nos garante uma boa matéria-prima, que dará frutos para o futuro.

Em termos de treino, os árbitros da AFVR dispõem das melhores condições no centro de treinos da UTAD, não frequentam tanto como gostaríamos mas isso já não nos diz respeito. As condições estão criados.

FR (http://www.noticiasdevilareal.com/)
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Entrevista com Henrique Peneda: “O Mondinense nunca atirou a toalha ao chão”

“Fomos uns dignos vencedores”, assim disse Henrique Peneda, director desportivo do Mondinense aos microfones da RCA, no programa “Grande Área”. O Mondinense conquistou a subida aos nacionais na semana passada, mas o dirigente lembra que o percurso do clube foi algo atribulado, atirando as culpas para o actual treinador do SC Vila Real, Carlos Felisberto, que a meio do campeonato, deixou o comando técnico do Mondinense, levando consigo sete jogadores que reforçaram o conjunto “alvi-negro”. O dirigente deixou bem explícito que não colocou entraves à saída de Felisberto, assim como os jogadores em causa, mas refere que esse duro golpe, fez com que os restantes atletas do Mondinense “tivessem o dobro da força” e apesar das fragilidades, não iriam “atirar a toalha ao chão”.

Em prova dessa força de vontade, Henrique Peneda relembra o jogo com Alijó, que se realizou após aquela turbulência originada pela saída de Carlos Felisberto. “ Nesses momentos difíceis, fomos a Alijó jogar com a equipa local, onde tínhamos doze ou treze jogadores disponíveis. Obtivemos uma vitória sofrida e a partir daí, a equipa galvanizou-se”, disse o dirigente.
Henrique Peneda afirmou que foi “difícil contratar jogadores”, referindo que algumas das soluções para o plantel eram atletas “sem ritmo competitivo”, que ironicamente, vieram a ser decisivos para a tão desejada subida de divisão.

“Carlos Felisberto não é bem-vindo em Mondim”

A mudança de Carlos Felisberto para o SC Vila Real, foi vista com alguma mágoa pelos responsáveis do Mondinense e seus associados. Henrique Peneda diz que o Felisberto “era uma pessoa bastante acarinhada em Mondim” fruto da sua filiação ao clube nestes últimos anos., mas após a sua saída para um adversário directo, esse cenário dissipou-se.

“A saída do Carlos Felisberto foi uma bomba pois ninguém estava à espera. Neste momento, posso dizer que não é uma pessoa bem-vinda em Mondim, principalmente pela forma como saiu” explicou o director desportivo, adiantando que o projecto que o ex-treinador tinha em mãos era “bom”, pois passava pela subida de divisão. “Tudo aquilo que ele pediu à direcção, ele teve”, rematou Henrique Peneda, que aproveitou para dizer que a atitude de Carlos Felisberto “caiu mal junto dos adeptos do Mondinense” e claro, do respectivo clube. “Eu já lhe disse pessoalmente, enquanto esta direcção estiver à frente do clube, ele nunca irá representar a instituição”, concluiu. Apesar de tudo, Henrique Peneda reconhece que o Felisberto é “um bom treinador” e desejou-lhe boa sorte para a próxima época.

Consumada a subida de divisão, a direcção do Mondinense está empenhada em fazer “uma equipa competitiva como sempre o fez” apesar de considerar que a terceira divisão nacional é mais “exigente”. Henrique Peneda lamentou certos comentários de que o Mondinense iria descer novamente aos distritais, e em jeito de resposta, o dirigente diz que o Mondinense vai “provar o contrário e mostrar que tem peso no futebol”.

Henrique Daniel Silva
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Entrevista com Bruno Basto: “Há muitos bons valores na Distrital de Vila Real”

No passado dia 28, em Mondim de Basto, no decorrer do jogo Mondinense - Pedras Salgadas, A RCA DESPORTO teve a oportunidade de entrevistar Bruno Basto, futebolista de 31 anos que já passou pelo Benfica, Bordéus, Feyenoord, Nacional da Madeira e Shinnik da Rússia.

Actualmente a residir em Vila Real, Bruno Basto está sem clube, e pondera deixar o futebol ainda este ano para trabalhar como representante de jogadores. O actual panorama desportivo, assim como o futebol da nossa associação, foram alguns dos assuntos abordados pelo futebolista.

Neste momento, o Bruno Basto está sem clube e treina apenas para se manter em forma. É verdade?
Sim, é verdade. Estive até ao mercado de inverno à espera de uma colocação e, há mais de um mês que eu deixei de treinar. Vou aguardar até ao verão, se não aparecer uma proposta, vou deixar o futebol e dedicar-me à representação de jogadores

Ao longo deste interregno, surgiram algumas propostas para voltar a jogar futebol?
Tive muitos convites e disso, felizmente, não me posso queixar. Mas as condições que me foram oferecidas não me agradaram e também porque corria o risco de estar longe da minha família.

Pretende estar ligado ao futebol caso queira pôr fim à sua carreira?
Sim, pretendo. Fui convidado pelo meu representante para colaborar com ele, o que neste momento já estou a fazer, pois estou a ajuda-lo na representação de jogadores. É o que vou fazer caso deixar o futebol.

Tem acompanhado o futebol no distrito de Vila Real?
Assim que posso, vejo todos os domingos um jogo da divisão de honra. Eu acho que há muitos bons valores nesta divisão, não só na A.F de Vila Real, como em todo o país. Uma aposta que estou a fazer, juntamente com algum pessoal na representação de jogadores, é tentar descobrir jovens valores que joguem nestas divisões que possam jogar ao mais alto nível em Portugal, um país onde há muitos estrangeiros a jogar.

O que pensa sobre os estrangeiros a jogar em Portugal?
Não tenho nada contra os futebolistas estrangeiros, até porque quase toda a minha vida de futebolista, foi feita no estrangeiro. Só acho que o futebolista português tem que ter mais oportunidades. As pessoas que geram o futebol devem ter a necessidade de apostar nesses jogadores, pois eles têm qualidades.

Actualmente, as equipas transmontanas têm imensas dificuldades de singrar no futebol nacional. Está de acordo?
Sim. Para o ano vai ser mais difícil com a extinção da terceira divisão nacional. As equipas que vão estar a disputar a divisão de honra de Vila Real, para subirem, vai ser muito complicado, pois vão ter que fazer Play-offs com equipas de Braga ou do Porto que têm mais capacidades financeiras. O futebol, infelizmente, deixou de ser um espectáculo, e cada vez mais, envolve muito dinheiro onde os maiores centros terão mais visibilidade, e os que não têm, como é o caso do distrito de Vila Real, terão mais dificuldades em singrar no futebol nacional.

Qual seria a melhor solução para haver equipas mais competitivas?
Aqui há muita coisa para fazer, basta as pessoas quererem. Na A.F de Vila Real, há campos de futebol com boas infra-estruturas e ao invés de haver tantos clubes, seria melhor haver quatro ou cinco que sejam fortes, e que possam ombrear com equipas de Braga ou do Porto, para terem mais hipóteses de subirem a uma segunda divisão nacional.

Neste momento, o SC Vila Real e o Mondinense estão a lutar por uma vaga que dá acesso aos nacionais. Na sua opinião, qual destas duas equipas é a mais forte?
Para mim, o Mondinense é a equipa mais forte e mais coesa. O Vila Real, em termos de opções, é muito superior, pois tem dezasseis ou dezassete bons jogadores. O Mondinense pode ter doze ou treze bons jogadores no total, mas tem um conjunto que pratica melhor futebol e os resultados estão à vista.

Henrique Daniel Silva
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ACD Fernão Magalhães “em mares nunca dantes navegados”

“Se Magalhães descobriu, nós iremos conquistar”

Adoptando o nome do conhecido navegador natural de Sabrosa, Fernão Magalhães assume-se como uma associação jovem mas com grande potencial, capaz de dar saltos consideráveis, ano após ano, mas “sempre com os pés bem assentes na terra”. O lema do clube, “se Magalhães descobriu, nós iremos conquistar”, patente no seu “blog” (acdfmagalhaes.blogspot.com), assinala a vontade que a colectividade demonstra em cada jogo que disputa.

A militar, actualmente, na 1ª Divisão Distrital AFVR, ocupando orgulhosamente o nono lugar, o clube iniciou o seu percurso em Julho 2008, participando, na época de 08/09, na Liga de Futebol Amador de Vila Real, onde se sagraram campeões absolutos. Esta foi, para Carlos Teixeira, presidente da direcção e também jogador da Fernão Magalhães, “uma rampa de lançamento”, com o objectivo de preparar elementos que há muito não disputavam este género de provas, “potenciando o clube para outro patamar de competição”.

Um dado curioso é o facto de praticamente todos os jovens atletas serem residentes no concelho de Sabrosa. “A linha orientadora do nosso projecto foi precisamente aproveitar o bom que o nosso concelho tem, captando apenas jogadores da terra. Apenas dois, Filipe e Mica, não pertencem ao concelho”, referiu Octávio Fontes, ex-jogador e membro da direcção do Fernão Magalhães.

Por se assumirem como “uma direcção pequena e ainda sem grandes recursos”, os elementos são responsáveis por várias funções, acabamos por ter um papel dentro e fora de campo. Os restantes elementos da direcção, Valter Amaral, José Amaral e José Adelino, são exemplo disso mesmo.

José Amaral assegura que o nome da associação não foi seleccionado ao acaso. “O nome Fernão Magalhães foi escolhido porque estava ligado à história de Sabrosa e todo o município respira o nome do navegador, para além de ser também uma forma de nos promovermos”, explicou.

“Os objectivos estão a ser cumpridos”

Financeiramente, o balanço não é muito positivo. Apesar de não pagar quaisquer contributo aos seus atletas, o orçamento da associação é, para já, diminuto, tendo em conta que os custos, por jogo, na Associação de Futebol de Vila Real (AFVR), ronda os 350€.

Com o final do campeonato à espreita, Carlos Teixeira assegura que os objectivos estão assegurados, considerando o campeonato atribulado por que passou a Fernão Magalhães. “O balanço tem sido positivo mediante as condições de que dispomos. Partimos do zero, não tínhamos recursos financeiros e por isso não podíamos aspirar grandes resultados, o facto de andarmos com a ‘casa as costas’ também não ajudou o nosso rendimento dentro de campo”, explicou.

Desde o início da época até à data presente, o clube nunca disputou um jogo que fosse no seu reduto, ocupando campos vizinhos desde o Campo do Calvário, em Parada do Pinhão, até ao Delfim Magalhães, em Alijó. Recintos alheios que não desmotivaram a formação sabrosense.

Clubes de Sabrosa dispõem de novo sintético

A excepção confirmou-se na última jornada em que o clube alinhou dentro de portas, na recepção ao Colmeia. O renovado campo da Feira Velha possui agora um relvado sintético e a restante infra-estrutura está em fase de conclusão. Espera-se que no final da presente temporada o recinto esteja a funcionar em pleno, para então ser inaugurado.

“Estamos bastante satisfeitos com o novo relvado e esta uma forma de motivação para os atletas que agora possuem as melhores condições para a prática desportiva”, como manifestou, satisfeito, o dirigente, vincando o papel da autarquia nesse sentido. “Foram incansáveis a todos os aspectos, seja ao nível das condições de treino, como de transporte de atletas, estiveram sempre do nosso lado”.

Segundo o presidente do município de Sabrosa, José Marques, o novo relvado sintético “estará ao dispor dos clubes do concelho”, o que, naturalmente, incluiu a equipa local Sabro, que apenas possui camadas jovens. O autarca garantiu ainda que espera ver realizado um encontro amigável entre o clube de Sabrosa e o emblema chileno “Magallanes”, que já disputou a primeira divisão. “É uma situação que pode vir a acontecer já que os autarcas chilenos manifestaram essa vontade, todavia, ainda não está nada protocolado”, concluiu. A direcção do clube mostrou-se bastante interessada na possibilidade, ainda que remota, de viajar até ao Chile, um encontro que iria servir como “uma espécie de recompensa para os jogadores que não auferem qualquer tipo de salário”.

Protocolo entre Sabro e Magalhães está em vista

À semelhança de um antigo protocolo criado entre a Juventude de Sabrosa e o Sabro, que levou ao intercâmbio de atletas de formação, também o Magalhães quer ver concretizado um sonho de possuir camadas jovens no clube. Esse projecto, segundo José Adelino, membro das duas direcções em activo, pode ser uma realidade na próxima época, com a criação de uma equipa júnior com atletas dos dois clubes, uma vez que o Sabro apenas possui formação até ao escalão juvenil. “Gostaríamos de dar continuidade a essa geração de jogadores”, afirmaram.

Em termos de resultados desportivos, o Fernão Magalhães espera, num futuro próximo, subir à Divisão de Honra, tendo que conta que, este ano, os três clubes destacados no topo da tabela (Sabroso, Gache e Vilarinho), muito provavelmente terão o seu lugar garantido nesta prova.

De referir que Sabrosa, no seu historial futebolístico, sempre teve boa representatividade, exemplo disso foi o clube Juventude de Sabrosa, que entretanto acabou por se extinguir, o que levou a seis longos anos de “jejum” no que toca ao futebol sénior praticado no concelho.

FR (notíciasdevilareal.com)
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Entrevista com Ricardo Fontes, presidente do Gache

“Os subsídios deveriam ser distribuídos por igual”

O Juventude de Gache milita a primeira divisão distrital e, neste momento, é líder com menos um jogo, dando garantias de uma subida iminente à divisão de honra, na qual já fez história.
Numa grande entrevista, Ricardo Fontes, presidente do Gache, falou-nos do actual momento do seu clube, que segundo ele, tem sido menosprezado no que concerne à distribuição dos subsídios da autarquia.

RCA: Neste momento, o Gache está em primeiro na 1ª divisão distrital. Espera subir de escalão?
Ricardo Fontes (RF): Sim, espero subir. Desde o inicio da época, o nosso objectivo sempre foi a subida de divisão. O treinador, assim como jogadores, foram contratados com o objectivo de subir à divisão de honra.

RCA: Quem está ligado ao futebol, associam o Gache como um clube de baixo orçamento o que pode comprometer uma eventual presença na divisão de honra, visto que o valor das inscrições de jogadores é bastante elevado. Mesmo assim, mantém intacto o objectivo da subida?
R.F: Mesmo assim, o objectivo continua ser a subida de divisão. Infelizmente, vamos continuar com o orçamento baixo, já que o único apoio que temos é da junta de freguesia, dos nossos sócios e de alguns anónimos que ajudam monetariamente o clube. Neste momento, quero expressar o meu descontentamento perante a Câmara municipal e com algumas diferenças em várias colectividades desportivas.

RCA: E quais são essas diferenças?
R.F: Falo dos subsídios a nível monetário que são distribuídos pelos clubes. É inadmissível que, por exemplo, O Gache não recebe o mesmo que o Diogo Cão, Abambres e Vila Real.

RCA: Falaram com a Câmara Municipal no sentido de não discriminarem determinados clubes?
R.F: Sim, falamos com eles acerca disso. Hoje em dia, os clubes recebem mais subsídios das autarquias porque apostam na formação. Muitas vezes, essa aposta na formação serve como “offshore” para suportar as equipas seniores. O Gache podia criar quatro ou cinco equipas de formação para conseguir esses subsídios, mas não queremos porque não somos hipócritas. Por mim, não haveria subsídios pois todos deviam saber governar com o que têm, mas já que existem, deviam ser distribuídos por igual.

RCA: Os jogadores do Gache recebem alguma renumeração ou jogam apenas por “amor à camisola”?
R.F: Antigamente era mais fácil falar do “amor à camisola”. Neste momento, há outras envolvências a nível financeiro que faz com que um jogador venha para um clube com segundas intenções. Posso dizer que, num jogo da primeira divisão distrital, gasta-se no mínimo 500 euros. Como é que um clube como o nosso consegue suportar este tipo de despesa? É quase impossível. Apesar de alguma dificuldade, conseguimos ter tudo em dia.

RCA: Segundo algumas informações, o Gache teve a hipótese de melhorar as suas infra-estruturas. Todavia, algumas dessas obras acabaram por não acontecer. Foi verdade?
R.F: Sim. Em parceria com o instituto do Desporto e a Câmara Municipal, tínhamos um projecto para as melhorias de condições de segurança. No final de tudo isto, senti-me traído pelo outro parceiro, o Instituto do Desporto, que ao invés de nos apoiarem com 30 mil euros como estava no acordo, só nos facultaram dez mil. Como podem imaginar, os apoios não foram aquém do esperado mas ainda assim, quase todas as obras foram feitas, excepto a construção de uma bancada coberta e obras a nível da drenagem e electricidade.

RCA: Por último, quer deixar alguma mensagem aos nossos leitores?
R.F: Em primeiro lugar, quero agradecer à minha família pelo apoio que me têm dado. Queria também apelar às pessoas para apoiarem as equipas do nosso conselho, seja ela qual for. Eu como presidente do Gache, desejo sorte a todas essas equipas e, caso elas chegam a um nível no qual nunca podemos chegar, fico contente na mesma como também gostava que elas ficassem, caso fosse ao contrário. Por último, quero apelar às instituições que apoiam o desporto para que olhem os clubes da mesma maneira e do mesmo feitio.

Henrique Daniel Silva
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Entrevista com Rui Ralha, treinador do Ribeira de Pena

O treinador do Ribeira de Pena, Rui Ralha, esteve este sábado nos estúdios da RCA para falar do desempenho da sua equipa na Divisão de Honra assim como os seus objectivos para esta época desportiva.

Questionado sobre as suas perspectivas para esta época, Rui Ralha respondeu que o importante é “melhorar em relação ao ano passado”, aludindo ao facto de o Ribeira de Pena ter estado em décimo lugar na época transacta e que, uma substancial melhoria na tabela classificativa esta época, era sinal de missão comprida.

O Ribeira de Pena ocupa um tranquilo oitavo lugar na Divisão de Honra de Vila Real, uma posição honrosa para uma equipa sem grandes aspirações, mas Rui Ralha, vai mais longe ao afirmar que “podíamos estar melhor na tabela classificativa”.

“Houve uma quebra de rendimento da equipa, numa altura em que tivemos dois jogadores influentes castigados. Nessa fase, tivemos que defrontar as melhores equipas neste campeonato”, arguiu Rui Ralha. A falta de sorte em alguns jogos, também mereceu algumas considerações da parte do técnico. “ No jogo com o Régua, podíamos ter ganho, visto que mandamos 5 ou seis bolas ao poste”. Acrescentou.

Relativamente a reforços, Rui Ralha aproveitou a ocasião para referir que os reforços de inverno do Ribeira de Pena. “ São o Meireles e o Moisés, jogadores que não podemos contar na 1ªvolta devido a lesão . São jogadores que nos vão ajudar muito nesta segunda volta” disse o técnico.

Sobre os próximos confrontos da sua equipa, Rui Ralha promete uma “atitude forte demonstrada nos últimos jogos”. Ainda sobre o campeonato da divisão de honra, Rui Ralha acredita que o Vila Real e o Mondinense “são as equipas com mais hipóteses de subir de divisão”.

Henrique Daniel Silva
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Jander, ex-jogador da AAUTAD/Realfut
“Foram os melhores anos da minha vida”

Com o plantel reduzido após a saída de Couves e Jander, a AAUTAD/Realfut tem em mãos a difícil tarefa de trabalhar com apenas sete atletas. Se após a saída de Edinho não se vislumbravam boas marés, com a partida de mais dois jogadores fundamentais, a missão dos “estudantes” parece cada vez mais impossível.
A RCA DESPORTO numa entrevista conjunta com o Quinzenario Regional NVR, estiveram à fala com Jander, jogador que agora representa o Fundão, clube que ocupa a sexta posição da 1ª Divisão de Futsal, e que aspira por um lugar na final-four. A difícil situação por que atravessa a AAUTAD/Realfut e a melhoria contratual que este iria auferir, foram duas razões essenciais para a saída do brasileiro.

“Na altura tinha duas propostas em vista, uma de um clube romeno, que não aceitei por questões familiares, e outra do Fundão, que me pareceu mais razoável. Acabei por aceitar a última e estou feliz com a minha escolha, já que se trata de um excelente clube, situado numa pacata localidade que satisfaz tanto as minhas necessidades como as da minha família”, confessou.

O convite, explica, “surgiu por parte do treinador” da formação albicastrense, José Luís, que há muito acompanhava o percurso do atleta na AAUTAD/Realfut. Trata-se de um novo desafio para o atleta que iniciou a sua carreira nas divisões inferiores do futsal brasileiro e que representou por quase três épocas o emblema vila-realense.

Relativamente à rescisão, Jander garante que se decorreu “de forma amigável”. O presidente, Henrique Monteiro, compreendeu a minha situação, sabia que era uma oportunidade ímpar para mim e que a carreira de um jogador é curta demais para desperdiçarmos oportunidades como esta”, realçou.

Cada vez mais fragilizada, a AAUTAD/Realfut dispõe agora de apenas sete jogadores, uma situação que Jander acredita ter retorno. “A condição da AAUTAD/Realfut é semelhante à de muitas equipas em Portugal. A falta de apoios tem consequências e reflecte-se no fim-de-semana desportivo, assim como na tabela classificativa”.

A culpa, garante, “não é unicamente de Edinho”, mas sim de todo um conjunto de factores que levaram a esta situação. “Em relação ao Edinho não tenho nada a apontar. É um grande treinador e foi graças a ele que vim para Portugal. Agora é difícil trabalhar com um número reduzido de atletas como sucedeu no início da temporada. Alguns estavam lesionados outros castigados e ainda tínhamos jogadores cujos vistos internacionais não chegavam. Para agravar, ainda tive que jogar numa posição mais recuada, que não me era confortável. Passamos um mau bocado, mas espero sinceramente que esta a crise chegue rapidamente ao fim.”

Contudo, Jander está agradecido pelos momentos que passou em Vila Real, uma cidade acolhedora onde fez muitos amigos e que, de certo, “deixará saudade”.

FR
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Entrevista com Carlos Felisberto, treinador do SC Vila Real: "A nós só o primeiro lugar interessa”

Carlos Felisberto, o terceiro treinador do SC Vila Real esta época, fez um balanço da sua prestação no clube “alvi-negro”, debruçando-se sobre as mexidas no plantel aquando da sua chegada, e o equilíbrio que o emblema necessitava a vários níveis.

Estamos no final da primeira volta e o campeonato decorre como era esperado, ou seja, temos quatro ou cinco equipas no topo da tabela classificativa com escassos pontos a separá-las. O SC Vila Real está a cumprir os objectivos, tendo em conta a elevada competitiva existente na primeira metade da tabela?
Carlos Felisberto (CF):
Sim, sem dúvida. Há dois momentos de competição na AFVR: o campeonato e a Taça. Neste momento estamos nas duas frente e pretendemos conquistar ambos os títulos. Estamos bem classificados, dependemos de nós mesmos, mas existem adversários fortíssimos, este ano, na Divisão de Honra, e não nos darão descanso.

Depois da sua entrada para o comando técnico do SC Vila Real realizaram-se alguns reajustamentos no plantel. Um grupo que afirmava ser longo e que rapidamente sofreu alterações com a saída seis atletas e a entrada de quatro. O plantel estava desequilibrado quando chegou?
CF:
O plantel era extenso, foi necessário fazer uma análise muito célere daquilo que era o potencial do grupo de trabalho, os equilíbrios e as carências. Inicialmente pedi duas semanas à direcção para estudar com os meus olhos as valências deste plantel e depois apresentei uma lista de dispensas e alguns nomes que poderiam colmatar possíveis lacunas. O plantel passou então de 25 jogadores para 23, na perspectiva de equilibrar o mesmo, e é com esses elementos que iremos trabalhar até ao final da temporada.

Considera que o Vila Real, nesta altura, já joga à sua imagem?
CF:
Neste momento é uma equipa diferente, mais madura, está a evoluir de semana para semana, apesar de, em alguns jogos, a estratégia aplicada ao longo da semana de trabalho não se transpor para o jogo, por razões que nos são externas. Mas tenho a dizer que os jogadores estão muito empenhados, a equipa esta a crescer de rendimento e tem uma margem de evolução muito grande.

A direcção tem estado presente e apoiado o seu trabalho desde que chegou?
CF:
É notório o apoio depositado por parte dos dirigentes do SC Vila Real. Colaboram comigo em qualquer situação e não põem entraves ao meu trabalho. Para além disso estão presentes em praticamente todos os treinos. Mais do que isso não poderia pedir.

O Campo do Calvário tem sido o recinto usado pelo seu clube para disputar os jogos da Taça AFVR. Pretende continuar a usufruir desse espaço sempre que o sorteio ditar encontros a realizar em Vila Real?
CF:
Independentemente do que for sorteado, teremos em conta o adversário, pelo que, serão questões a estudar na altura certa. A propósito destas instalações, tenho a dizer que o SC Vila Real, neste momento, tem um entrave à evolução, quer nas camadas jovens, quer no plantel sénior, graças às suas debilitadas infra-estruturas. O clube não possui condições de referência no distrito, logo, terá dificuldades em se afirmar neste contexto. O SC Vila Real tem um péssimo relvado natural, um pelado que é diariamente desgastado e único ao serviço da formação, e quem não trabalhar com qualidade não pode esperar que domingo após domingo esteja nas melhores condições.

Sabemos que é assíduo em jogos das camadas jovens do SC Vila Real, principalmente no escalão de juniores. O futuro do clube pode passar por jogadores provenientes da formação?
CF:
Certamente que a formação é imprescindível em qualquer clube. Cada vez mais é necessário apostar em valores locais, jovens que conheçam o nosso futebol e sobretudo a tradição do clube. Naturalmente que, no futuro, alguns jovens serão promovidos ao plantel sénior, dependendo, claro, da sua qualidade. Uma transição que sucedeu recentemente com Mica, André Azevedo, Ivo, entre outros, jovens com grandes qualidades e que desempenham um papel importante na equipa.

André Azevedo, de apenas 19 anos, fez a sua formação no Vila Real e é já uma referência no ataque “alvi-negro”. Teremos diante de nós uma verdadeira “promessa” para o futuro?
CF:
Não tenho dúvidas que o André vai ser um jogador fantástico, ele tem um potencial enorme e uma humildade acima da média para a qualidade que possui. Por vezes perdem-se grandes jogadores de futebol porque desde cedo se consideram “craques”, mas, neste momento, o André tem os pés bem assentes na terra, sabe o quer, sabe que o sucesso é efémero e que acima da distrital estão ainda inúmeras divisões para conquistar.

Luís Alves, reforço do SC Vila Real no início da época, que no caso se tratou de um regressou, deixou de ser opção em alguns jogos, e tem sido pouco utilizado. Este facto deve-se apenas à falta de comparência nos treinos?
CF:
Quanto ao Luís Alves não existem quaisquer tabus. O plantel tem 23 jogadores, não tenho que zelar pelos interesses de apenas um, mas sim do grupo todo. A assiduidade é um critério decisivo para uma convocatória e como Luís Alves nem sempre pode treinar por constrangimento da sua vida académica, também não terá possibilidade de alcançar um lugar no onze. Caso contrário estaria a ser injusto com quem trabalhou a semana toda.

Existem jogadores de grande qualidade no eixo do terreno, como André Lisboa, Norberto, Castanha, Francis, Shuster, Mico e Diogo, que forçosamente terão que jogar numa posição adaptada a fim de se enquadrarem no onze. Não tem receio que alguns desses elementos fiquem de fora uma ou outra convocatória a fim de aproveitar ao máximo outros valores do plantel?
CF:
Todos os jogadores jogam na sua posição. Quando cheguei ao Vila Real pedi a todos os atletas que me fizessem uma lista das posições que lhe são mais confortáveis, para que erros desses não acontecessem. Porém, admito que existem alguns jogadores de valor naquela zona do terreno e que serão usados rotativamente ao longo da temporada, já que ninguém se livra de decréscimos de forma, lesões, e até mesmo castigos.

Pode-se assumir, portanto, que neste momento dispões de praticamente dois jogadores para cada posição, resultando em duas equipas?
CF:
Sim, claro. Foi precisamente com esse intuito que o plantel foi pensado e que as alterações foram feitas após a minha chegada, para que tenhamos um plantel equilibrado, competitivo e funcional.

Para terminar, o que promete aos adeptos do SC Vila Real para esta época?
CF:
Os adeptos pactuam da nossa ambição, são eles que nos fazem estar em alerta, nos motivam para trabalhar e é por eles que perseguimos os nossos objectivos. Para nós, só o primeiro lugar interessa e ficar abaixo disso seria não concretizar os objectivos por nós propostos.

FR (notíciasdevilareal.com)
Aúdio da entrevista disponível para download aqui.
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Carlos Guerra, treinador do Valpaços, em Entrevista

Carlos Guerra, treinador que chegou recentemente ao comando técnico do Valpaços, foi o entrevistado no programa “Grande Área” do passado sábado, falou das condições que possui no seu clube, e do seu afastamento temporário dos relvados.

Com uma grande carreira, tanto como treinador como jogador, Carlos Guerra estreou-se como técnico no Pedras Salgadas, aos 30 anos, sem que abandonasse a sua função como jogador. “Nessa época em que o Pedras militava na terceira divisão, o treinador que nos orientava tinha sido despedido, e foi aí que surgiu a oportunidade de, para além de dar o um contributo em campo, poder orientar a equipa”, referiu.

Depois, como treinador, esteve em diversos clubes como o Valpaços, Montalegre, Vilar de Perdizes, e ainda o Chaves, na função de adjunto. Alguns anos passados, retirou-se do Futebol por três épocas consecutivas, regressando, desta feita, ao clube onde se estreou exclusivamente como treinador: o Valpaços.

Apesar das críticas emitidas pelo anterior técnico, Zé Maria Silva, que afirmava não ter condições para exercer as suas funções, Carlos Guerra mostra-se satisfeito com a posição da direcção em relação ao seu cargo. “Posso dizer que possuo todas as condições que um treinador desejaria, e quer em questões de treino como em termos de jogadores, estamos muito satisfeitos”.

O técnico não hesitou em fazer mexidas no plantel assim que chegou, libertando cinco jogadores para entrarem mais seis. António, ex-Vila Real, Pedro, ex-júnior do Chaves, Rendeiro, Luís Carlos, guarda-redes, Hélio e Cavalo, ex-Mirandela, são os reforços que permitiram alcançar os objectivos do Valpaços, não descer de divisão.

Carlos Guerra debruçou-se ainda sobre outras questões que lhe causam algum desconforto, como o caso da falta de atenção que é dada a treinadores que orientam equipas “menos capazes”. “Ninguém fala de treinadores que lutam para não descerem, cujo trabalho é muito mais exigente do que treinar equipas de topo. Por essa razão, Quem ganha é falado, quem perde é esquecido”, realçou indignado.

Alimentando ainda a polémica das multas a técnicos dos diversos clubes da AFVR, o treinador do Valpaços mostrou-se insatisfeito, tendo em conta que as penas são exageradas comparativamente com os subsídios que recebem. “As multam são avultadas e os ordenados mínimos. Eu não estou a quer exigir uma subida de vencimento, mas sim uma diminuição das penalizações, que são nitidamente disposicionais. Quase pagamos para estar no Futebol e ainda estamos sujeitos a multas ridículas”, concluiu.

FR
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Entrevista com Batista, treinador do Pegarinhos

Batista, treinador do Pegarinhos, esteve no passado sábado nos estúdios da “RCA” para falar sobre a actual situação da sua equipa, assim como os seus objectivos para a presente época desportiva que passará pela manutenção.

Antes de orientar o Pegarinhos, Batista foi jogador em clubes como o Ribeira de Pena e do Vila Pouca de Aguiar mas uma grave lesão, obrigou-o a deixar os relvados mais cedo do que previsto, mas ainda assim, encarou com bons olhos este seu novo projecto de orientar uma equipa menos “traquejada” na Divisão de Honra.

Questionado sobre o porquê de ter aceitado o convite para treinar o Pegarinhos, Batista explicou que a direcção pretendia “um treinador jovem para que não acabasse o futebol em Pegarinhos”. Depois de ter assumido o comando técnico, Batista conseguiu levar a equipa ao segundo lugar da primeira divisão distrital, o que culminou na subida à Divisão de Honra. “Nessa altura, tinha dois jogadores que nunca tinham jogado numa equipa sénior e mesmo assim, no primeiro jogo que fiz, conseguimos ganhar ao Salto que geralmente costuma ser uma equipa bastante forte em casa” contou o treinador.

Apesar da subida de divisão, Batista está ciente das dificuldades que o clube vai tendo jornada após jornada contra as equipas “grandes” do distrito de Vila Real. “ Falei com a direcção que não deveríamos ter subido porque o clube teria que investir muito” disse Batista, alegando que no campeonato “há muitas boas equipas” e que o ideal era “permanecer mais dois ou três anos na primeira divisão distrital”. Em jeito de resposta, a direcção do Pegarinhos respondeu-lhe que “disputar a divisão de honra era a vontade dos sócios”.

A equipa do Pegarinhos ocupa a penúltima posição no campeonato da Divisão de Honra, mas tal facto, não destrói por completo as aspirações do jovem treinador que promete “Não baixar os braços na luta pela manutenção”. “Temos feito um campeonato à nossa imagem”, atirou o treinador que realçou a dedicação dos seus atletas durante os treinos. “ 19 jogadores comparecem aos treinos num clube onde não se recebe subsídios, o que me motiva ainda mais”, confessou Batista.

No que diz respeito ao campeonato da Divisão de Honra, Batista considerou que “vamos ter um campeonato até ao fim, quer na subida, quer na luta pela manutenção” .

Henrique Daniel Silva
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Treinador do Boticas, Marco Bernardes, em entrevista: “O plantel tem valor para ficar a meio da tabela”

O novo treinador do Boticas, Marco Bernardes, esteve este sábado no programa “Grande área” para falar sobre o seu regresso ao futebol, assim como a situação actual do clube e as suas aspirações na divisão de honra.

Marco Bernardes orientou o Valpaços na temporada transacta e, com a época já finda, prometeu não regressar ao futebol, alegando que a família era a sua “prioridade”. Mesmo não estando no activo, o mesmo afirmou que lhe foram endereçados “vários convites” mas, o escolhido acabou por ser o Boticas.

“O Boticas fez-me o convite e não fui capaz de recusar” explicou Marco Bernardes que apesar de ter “ligações ao clube”, foi o plantel que mais o chamou a atenção, visto que alguns jogadores já tinham sido orientados por ele no Valpaços.

Questionado sobre os objectivos do clube para a época 2009/2010, Marco Bernardes foi peremptório na sua resposta. “ A direcção pediu-me a manutenção, mas penso que o plantel tem algum valor para ficar a meio da tabela” referiu o treinador. Nas primeiras jornadas para o campeonato da divisão de honra, o Boticas defrontou as equipas teoricamente mais fortes, se tal não fosse, segundo Marco Bernardes, a actual situação do clube na tabela classificativa seria “melhor”.

Com alguns atletas lesionados, o novo treinador do Boticas esperava colmatar essas ausências com entradas de novos jogadores, mas tal cenário é pouco provável. “ O orçamento está no limite. Neste momento, só conseguimos pôr à experiência uma ponta de lança e um guarda-redes”, explicou o treinador.

Ainda sobre a divisão de honra da nossa região, Marco Bernardes considera que o campeonato não vai ser fácil para os principais candidatos à subida, tendo em conta a muita “ movimentação no mercado em várias equipas”.

Henrique Daniel Silva
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Entrevista com Rui Branco, presidente do Vidago FC

Mico e Castanha, jogadores muito cobiçados no campeonato distrital, ingressaram recentemente no SC Vila Real, aproveitando, assim, o mau momento do Vidago, cujo plantel se encontra agora mais reduzido. Também Bouças, que esteve ao serviço do “bila” na época passada, estando agora vinculado ao Vidago, ameaçou sair do clube, um dado ainda confirmado pelo jogador, mas mais tarde desmentido pela direcção.

Rui Branco, presidente do Vidago FC, negou quaisquer indícios de crise associados ao seu emblema, desmentindo ainda a saída do avançado Bouças, num entrevista ao programa “Grande Área”, da Rádio Clube Aguiarense.

“O Bouças ainda é atleta do Vidago e está a 100 por cento connosco. Eu e ele tivemos uma conversa e ele tem todas as condições para continuar no clube, o que fez não foi o mais correcto, mas isso já está ultrapassado”, referiu o dirigente.

Relativamente ao técnico Júlio Batista, Rui Branco realçou a separação entre a amizade entre ambos e o seu trabalho como treinador, garantindo que se tivesse que o dispensar, “não pensaria duas vezes”. “O Júlio está a fazer um bom trabalho, como todos os treinadores, já teve momentos bons e outros menos melhores, este é mais um deles. Não nos esqueçamos ainda que a Vidago com o Júlio a treinador já nos deu muitas alegrias”.

A origem de toda a polémica está na expectativa criada em volta da equipa, que esta pré-época realizou algumas contratações avultadas, elevando a exigência por parte da massa associativa. Quanto a este assunto, o presidente do Vidago não sente que tem necessidade de se afirmar como candidato ao título e afirma que o “orçamento da época passada é superior ao valor investido no plantel da presente temporada”.

No passado domingo, o Vidago acusou este mau momento e sofreu nova derrota, desta vez diante o Abambres (5-3), o que o empurrou para o sétimo lugar do campeonato da Divisão de Honra AFVR.
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José Maria Sousa em entrevista
"Fui literalmente empurrado do Atei"

“Existem jogadores fracos que só querem dinheiro, por isso temos de enaltecer os que se importam verdadeiramente com o clube”

José Maria Sousa que deixou recentemente o Atei FC, esteve este sábado aos microfones da RCA, no programa “Grande Área”, onde falou concretamente dos factores que levaram á sua saída.

RCA: É verdade que chegou ao Clube envolto em muito expectativa?
Internamente as perspectivas eram grandes, dado os resultados das épocas anteriores, e criei uma equipa forte à minha imagem. Embora fosse uma equipa constituída por jogadores da terra e ainda com atletas meus conhecidos, a época não começou da melhor maneira, existiram logo as contrariedades de Miguel e nandinho por lesões e Ivo e Paulo não chegaram a acordo em relação ao valor do subsídio que iriam receber, o que me limitou um bocado.

RCA: Esta saída veio contrariar o mau momento da equipa.
O Atei até começou bem o campeonato mas o jogos em Mondim e principalmente em Santa Marta trouxeram alguma contestação. O Presidente o qual tenho em enorme consideração foi avisado para isso, e comunicou-me, mas quando os jogadores não cumprem os que inicialmente estava estipulado é difícil, e como sabem eu sou o responsável pela equipa.

RCA: Os jogadores ajudaram para a sua saída?
Existem jogadores aos quais, e enquanto for treinador seja no Atei seja em outro qualquer clube, nunca mais, se depender de mim, vão estar inseridos no meu grupo de trabalho, por isso temos de enaltecer os atletas que se preocupam com o clube, que não querem só o dinheiro no final mas se preocupam com a sua profissão.

RCA: Então a sua saída deve-se aos jogadores?
A responsabilidade é minha, os resultados não apareceram dai eu sou o responsável, mudaria muita coisa no clube, só tenho de agradecer ao Eng. Amorim e ao Sr. Fonseca que foram incansáveis, quanto aos outros dirigentes que em nada contribuíram para o sucesso do Clube, mais tarde vão-se arrepender da conduta que tiveram , enquanto eu tive ao leme do Atei.

RCA: Por último como vê a arbitragem nesta AFVR?
Sabe... (pausa) O maior inimigo do árbitro é o próprio árbitro, as vezes sou crítico mas penso que a arbitragem está a mudar bastante e isso é bom e benéfico.

José Carlos Leitão
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Treinador do Murça, Leonardo Teixeira, em entrevista: “Este é um dos campeonatos mais competitivos de sempre”

Apesar de possuir uma carreira recente como treinador, Leonardo Teixeira, técnico do Murça SC, já esteve ligado ao emblema murcense vários anos, primeiro como jogador e depois como adjunto, o que permitiu uma adaptação mais eficaz no seio da equipa. Em conversa com a RCA DESPORTO no passado sábado, no programa "Grande Área", o jovem treinador falou das expectativas do seu clube.

O objectivo deste é colocar-se confortavelmente a meio da tabela classificativa da Divisão de Honra, ou mesmo estar imediatamente abaixo dos favoritos à subida de Divisão. “Este campeonato é claramente o mais competitivo que tenho memória, logo, se ficarmos classificados imediatamente abaixo das 5, 6 equipas que disputam o primeiro lugar, não será de certo um mau resultado”, afirmou.

No que diz respeito à formação, Leonardo considera “fundamental” criar uma estrutura que assenta na orientação de camadas jovens, já que, “só assim se consegue garantir o futuro do clube”. Com vista a um melhor aproveitamento dos jovens valores da região, Leonardo Teixeira propôs à Câmara Municipal de Murça que os três clubes do concelho (Fiolhoso, Noura e Murça SC) unissem os seus escalões de formação, uma proposta ambiciosa mas que está ainda em análise.

FR
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Mário André em entrevista: "Objectivos do Alijoense não passam pela subida de divisão"

Mário André, jovem treinador do Alijoense, esteve este sábado aos microfones da RCA, no programa “Grande Área”, onde falou da situação actual do seu clube, das aspirações para a nova época desportiva e da saída de Carlos Manuel que levou à sua ascensão como treinador.

Durante a passada temporada, Mário André e Guilherme faziam parte do plantel do Alijoense, mas a repentina saída de Carlos Manuel para o comando técnico do Vila Real levou a que ambos passassem a comandar os destinos da sua equipa. A adaptação não foi fácil, mas o Alijoense acabou por se reorganizar, tendo terminado a Divisão de Honra num prestigiante 2º lugar. “Foi uma surpresa, eu era capitão, o Guilherme sub-capitão, e de repente eu passei a ser o treinador e ele o meu adjunto, aconteceu, portanto, muito rápido. Contudo, não viramos as costas à direcção e aceitamos o convite com agrado, apesar de nunca ter imaginado começar com apenas 31 anos uma carreira como treinador de futebol”, referiu Mário André.

“Para a minha equipa não foi difícil a adaptação, visto que nos conhecíamos muito bem. A única diferença foi que, a partir daí, eu passei a ser o mister Mário André, e não apenas Mário André. Penso que todos têm a noção de que quando se trata de lazer tenho uma postura, mas quando estamos em trabalho, a atitude é outra”.

Subida de divisão ainda é uma utopia

Quanto a objectivos propostos para a corrente época, o técnico mostra-se defensivo, e não se assume como candidato. “Os objectivos do Alijoense não passam nem vão passar pela subida de divisão, neste momento possuímos um plantel ideal para as nossas aspirações, e não vamos cometer loucuras ao ponto de investirmos numa futura promoção”.

Tendo em conta a actual conjuntura financeira, Mário André considera “imprescindível apostar nos escalões de formação”, com vista à “criação de uma equipa sénior com alternativas viáveis e valores da nossa região”.

Olhando atentamente para a Divisão de Honra, época 2009/2010, o técnico alijoense reconhece que está muito mais competitiva e realça a falta que o Vila Pouca faz a este campeonato. “É um clube com um enorme reconhecimento e historial, sendo indispensável a sua participação nos campeonatos seniores distritais”.

Mário André confessou-se ainda adepto do futebol atractivo, em detrimento do futebol objectivo e directo. “Admito que tenho uma metodologia de treino muito diferente dos restantes treinadores da Divisão de Honra, com métodos, por vezes, loucos. Os meus treinos, por exemplo, não duram mais do que uma hora, porque muitas vezes é difícil impor aos jogadores um esforço suplementar ao final do dia, depois de chegarem exaustos dos seus empregos”, explicou o técnico, já no final da entrevista.

FR
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“Por golearmos o Vila Real não significa que seremos campeões”

O treinador do SC Régua, Tozé Marques, esteve este sábado no programa “Grande área”, aos microfones da RCA, para falar da actual situação do clube “duriense”, dos jovens jogadores que são alvos de cobiça, e da equipa que agora começa a conhecer-se.

Após doze anos a orientar escalões de formação em clubes como o Amarante, Vila Real, Abambres e o Lamego, o professor Tozé Marques “estreou-se” na presente época como técnico de uma equipa sénior, o SC Régua. O treinador explicou uma das razões que o levou a orientar os reguenses. “É um clube com algum historial e dimensão no nosso distrito, e como se tratava de um objectivo pessoal treinar um clube sénior, não olhei para trás”, referiu o técnico, adiantando que o convite que lhe foi endereçado pela direcção, também tinha como objectivo “coordenar todo o processo de formação do clube”.

Antes do final da época transacta, o SC da Régua viveu “dias difíceis” devido aos salários de atraso que motivaram a saída de muitos jogadores da equipa principal. A realidade que existia no clube, segundo Tozé Marques, “não agradava a qualquer treinador”, pois teve que “formar quase todo o plantel, dado que praticamente não tinha jogadores”.

Na sua opinião, esse cenário permitiu que o SC Régua começasse a preparar a nova época tardiamente. “ Houve a necessidade de definir rapidamente aquilo que era o orçamento para a equipa sénior, e a partir daí, definimos o perfil dos atletas que se enquadravam nesse orçamento”, disse o treinador do SC Régua que no final, se mostrou “satisfeito” com o seu grupo de trabalho pois conseguiu “formar uma equipa que desse estabilidade ao plantel sénior”, um plantel que ele próprio considera ter “algum futuro em termos qualitativos”.

A goleada imposta ao SC Vila Real na quarta jornada do campeonato, levou a algum deslumbramento por parte dos adeptos e simpatizantes, mas o professor garante que os objectivos estão “intactos”, ou seja, classificar-se entre os oito primeiros. “Eu não vou ser campeão ou candidato ao título só porque venci o Vila Real, nem este deixará de ser favorito pelo facto de ter perdido”, explicou o técnico, cessando desta forma o assunto que tanto deu que falar.

Apesar de o SC Régua estar a efectuar um campeonato acima das expectativas, onde ocupa a sexta posição na tabela classificativa, o professor Tozé Marques deixou bem clara a ideia de que o clube tem como principal objectivo fazer um campeonato tranquilo. “Aquilo o que a direcção pediu foi fazer uma equipa que desse suporte para o futuro e que andasse a lutar pelos oito primeiro lugares”, adiantou.

A qualidade evidente de alguns jogadores, tais como Paulo Roberto, Lucas ou Paulinho, poderá originar algumas saídas já em Dezembro, algo que o técnico desdramatiza. “Acredito que vou manter os mesmos jogadores até ao final do campeonato, mas se por ventura alguém tiver que sair, a equipa não será penalizada, porque encontraremos de imediato um substituto à altura”.

HDS (www.noticiasdevilareal.com)
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Entrevista com Edinho
Treinador da AAUTAD/Realfut

Edinho Filho, o treinador da AAUTAD/Realfut, em entrevista, falou do arranque da nova temporada, das contratações que alinharam tarde no campeonato e das aspirações da sua equipa para a presente época desportiva.

Que balanço faz deste início de temporada?
Edinho: No começo tivemos algumas dificuldades pelo atraso dos certificados dos jogadores brasileiros, o que nos complicou a tarefa nos jogos com o Belenenses, na primeira jornada, e contra o Mogadouro, na segunda. Esta foi, de resto, uma deslocação bastante complicada, visto que estavam indisponíveis alguns jogadores por lesão, e a pressão dentro de campo era tanta que acabamos por sair derrotados. A partir daqui, e com praticamente todos os jogadores disponíveis, o nosso rendimento cresceu, até que conseguimos a primeira vitória frente ao Vila Verde na jornada seguinte.

Sentiu que, a partir daí, a AAUTAD/Realfut já tinha capacidades para dar o seu melhor e ombrear as melhores formações deste campeonato nacional?
Edinho: O trabalho da AAUTAD/Realfut é manter-se na divisão cimeira do Futsal, para isso temos que estabelecer uma meta de pontos, independentemente dos jogos que disputarmos. Mas sim, creio que hoje a nossa equipa se encontra ao melhor nível, melhor situada, e por isso acredito plenamente que iremos alcançar os nossos objectivos.

Reparei que nas duas primeiras jornadas apenas utilizou os cinco jogadores base, dando lugar somente ao Couves para combater o cansaço acumulado dos titulares. Se dispunha de Ivo e Carriço no banco, porque não lhes deu oportunidade de entrar?
Edinho: São jogadores muito novos, ainda com pouca experiência na primeira divisão, se eu lançasse esses elementos num jogo onde estávamos a perder 4-0 contra o Belenenses, ou 6-1 contra o Mogadouro, iria acabar por desprestigiá-los, e não iriam ter o rendimento que desejariam. Vamos esperar por jogos onde o resultado for mais cómodo, para depois lhes dar a rotação que precisam.

Qual a diferença entre a equipa que treinou há duas temporadas, na época 2007/2008, e a formação que agora orienta? Tendo em conta que foi o treinador principal nestes dois anos em que os estudantes alinharam na primeira divisão.
Edinho: Este ano, nós começamos o trabalho do início, ao contrário do que sucedeu na época 2007/2008. Na altura era urgente amealhar o máximo de pontos possíveis, já que tínhamos perdido bastantes jogos até à data. Por outro lado, possuíamos um 5 para 4 muito forte, coisa que actualmente ainda não definimos. Estas são as principais diferenças, todavia os objectivos continuam os mesmos, angariam o maior número de pontos para conseguir a manutenção.

Ainda é cedo discutir este tema, mas acredita que, com o crescimento da equipa e com todos os jogadores disponíveis, A AAUTAD/Realfut pode chegar ao término do campeonato e ficar no lote das equipas que disputam a subida?
Edinho: O trabalho vai ser feito para ficarmos entre os oito primeiros. No último ano que passamos pela primeira divisão demos muito espectáculo, fizemos jogos muito atractivos, mas este anos seremos mais objectivos, iremos jogar apenas para pontuar, não me importo, por isso, de fazer um jogo menos vistoso se isso significar a vitória. O nosso objectivo é, como disse, conseguir a manutenção, mas se nos mantivermos na sétima ou oitava posição, conseguiremos evitar o Play-out e, por conseguinte, disputaremos o Play-off, o que será muito mais confortável para nós.

Para terminar, qual é sua opinião relativamente às equipas que disputam a primeira divisão hoje, e as que defrontou há duas épocas atrás?
Edinho: Como sabemos, a crise atingiu o Futsal, permitindo que algumas formações descessem de nível, por essa razão o torneio ficou mais acessível para equipas de menor projecção nacional, como o caso da AAUTAD/Realfut ou Boticas. Com isso, constatamos que actualmente o campeonato está mais homogéneo, e não tão díspar como acontecia nas épocas anteriores, o que nos dá outro alento.

FR (Notícias de Vila Real)
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Vítor Alves em entrevista
Dirigente é o grande impulsionador do ciclismo em Tourencinho

Vítor Alves, Director Desportivo do clube de ciclismo Skoda Irmãos Leite/Bicicar/Tourencinho, esteve em antena na RCA, onde falou do futuro do ciclismo em Portugal, os casos de Doping, e também das perspectivas da sua equipa.

Vítor Alves explicou, em entrevista, que “há poucos agentes desportivos na região” e o facto de os atletas serem praticamente amadores (que não são remunerados), tira um pouco de prestígio a uma modalidade que está em ascendente no distrito.

O dirigente destacou as escassas infra-estruturas existentes para a prática do ciclismo. “Sabemos que é uma modalidade com pouca projecção no distrito, mas existem por aí inúmeros desportos com menos praticante e que auferem de grandes condições, ao contrário de nós, que não temos um espaço para praticar”

O grande impulsionador do ciclismo em Tourencinho, concelho de Vila Pouca de Aguiar, de que é origem esta equipa, falou ainda dos casos de Doping que fustigam o desporto nacional, dizendo que é “lamentável que o desporto tenha destas coisas”. Vítor Alves acrescentou ainda que tem “sérias dúvidas quanto à arbitrariedade da ingestão de substâncias por parte dos atletas juniores de ciclismo”, tal como fora noticiado.
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Entrevista com Carlos Felisberto, treinador do Mondinense: “Objectivo é regressar aos nacionais”

O jovem treinador que há cerca de um ano assumiu os destinos do Mondinense, marcou presença nos estúdios da RCA para um grande entrevista, onde falou da época atribulada do clube nos nacionais, bem como dos objectivos propostos para esta nova temporada na Divisão de Honra - AFVR.

Com uma breve passagem pelo campeonato da 3ª Divisão na última época, Carlos Felisberto reconhece que sempre acreditou na manutenção, e mesmo com todas as contrariedades habituais deste desporto, afirma que foi “o último a deitar a toalha ao chão”. “Na altura, o Municipal de Mondim de Basto estava em obras, o que nos obrigou a treinar e jogar fora da Vila. É difícil competir, jornada após jornada, em campos que não são o nosso, o que nos condicionou bastante, isto para além dos castigos, lesões e o facto de ter entrado tardiamente na equipa”.

Felisberto assumiu, desde logo, o Mondinense como candidato à subida de divisão, algo inédito na Divisão de Honra, já que mais nenhum técnico o tinha feito. “Quando existe ambição, capacidade e valores no plantel, não é um risco assumir-se como favorito. Admito, no entanto, que outras equipas partilham destas condições e, estranhamente, não se assumem”, referiu.

Relativamente ao clube que, para além do Mondinense, tem mais capacidades para lutar pela subida, o jovem treinador optou pelo SC Vila Real, “devido ao seu historial, equipa técnica e, claro, pelos valores que possui no plantel”.

À parte dos favoritos à conquista da Divisão de Honra, Carlos Felisberto considera que Ribeira de Pena e Pedras Salgadas poderão ser a surpresa desta época. “Desde cedo que apontamos o Mondinense, Vila Real, Vidago, entre outros, como os favoritos à subida, mas equipas como Ribeira de Pena e Pedras Salgadas são claramente clubes que poderão causar muitos problemas a emblemas melhor apetrechados, já que possuem, igualmente, um excelente conjunto”, explicou o técnico.

Para além das obras de melhoramento do Municipal de Mondim de Basto, que funciona como uma motivação extra para os pupilos de Carlos Felisberto, também outros campos foram remodelados ou construídos de raiz. Algo que o treinador, em jeito de conclusão, considerou benéfico para o nível competitivo do distrito, uma matéria onde a “AFVR deu um salto qualitativo muito importante”.

FR in www.noticiasdevilareal.com
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